Friday, August 25, 2006

Nosso Darth Vader interior

O Lado Negro da Força

Outro dia escutei na TV a seguinte notícia: o responsável pela paixão, é um hormônio que fica no organismo por dois anos consecutivos. Do ponto de vista prático estaria explicado porque o amor não permanece. As relações podem durar um mês, seis, um ano, mas nunca ultrapassar dois anos. Tudo culpa do hormônio. Salvo raras exceções em que este hormônio pode ser multiplicado, sofrendo a mutação na qual chamamos de amor. Se é que existe este amor ou não é apenas uma paixão de costumes, de convivência, de conveniência.
O normal atualmente é escutar : A fila anda! Pois é, a fila sempre anda. Se sentir saudades, gira a catraca pra trás e volta. Como muitos fazem, continuando separados, porém juntos.
Desde crianças nos ensinam sobre o amor universal, o amor impresso no Coríntios. Ele é benigno, se fortalece, é fogo que arde sem se ver, ferida que dói e não se sente. E mesmo assim, continua sendo amor.
Nos acostumamos aos finais felizes de filmes e novelas. Mas e na vida, como é? Wake up to reality. O amor constrói, mas também destrói. Amor é o contrário do ódio. Pessoas se aniquilam gradativamente por amor. Tudo por amor. Tudo para explicar um sentimento tão engrandecedor, tão admirável.
Escreveu Mark Twain: “ Cada um é uma lua e tem um lado escuro que não mostra a ninguém.”
Todos somos bons e maus, racionais e emocionais Um simples acontecimento desperta um lado fortemente e anula outro. Nem tudo é mau, nem tudo é bom. E tudo pode ser muito mau ou muito bom.
Até este admirável sentimento pode despertar o lado negro da força. O personagem Darth Vader é um exemplo disso. Tudo o que ele fez foi por amor, por medo de perder seu amor. Quem assiste o “Episódio III – A Vingança dos Sith”, entende o desencadeamento dos outros cinco filmes. Por medo de perder seu amor, ele simplesmente o perdeu, se transformando em um ser mais máquina que homem, racional quase ao ponto da irracionalidade.
Eu me pergunto até que ponto é justificável. Tudo em nome de um sentimento. E me pergunto quantos Darth Vader existem por aí. Endurecidos, maquinizados, calculistas. Até aparecer algum Luke Skywalker que volte a despertar uma ponta de sentimento e mais uma vez, humanizá-los.

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